
Uma crônica sobre o que o coração acredita quando escolhe esconder a verdade.
A Promessa da Mentira
Crônica #8Baseada em Gênesis 3, Provérbios 12:22 e 1 João 1:9. Numa tarde de outono em Pedrabela, Paulo bate nas costas do irmão David depois de mais uma derrota — e depois mente para o pai três vezes seguidas. Henrique, que viu tudo pela janela, conduz o filho pela sala até a raiz da mentira: a mesma promessa que a serpente fez no jardim.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
Personagens
Paulo
Nove anos, irmão mais novo de David, cabelos loiros e sardas. Numa tarde de outono descobre, entre punhos fechados e três mentiras seguidas, que a mentira faz promessas que não pode cumprir.
David
Doze anos, irmão mais velho, calmo e sem rancor. Testemunha a briga, a mentira e a conversa na sala — e aprende, ao lado do irmão, que é difícil falar a verdade quando ela custa algo.
Henrique
Pai de David e Paulo, ferreiro sábio e firme. Vê tudo da janela da cozinha e conduz o filho, pela pergunta e pela Palavra, do esconderijo da mentira à luz da confissão.
Mamãe Ana
Mãe atenta e serena, que troca a fralda de Rute enquanto ensina, com paciência, a mesma verdade que o marido está ensinando na sala.
Rute
Dois anos, cachos escuros e determinação silenciosa. Sem saber, oferece aos irmãos a parábola perfeita sobre a mentira que promete e não cumpre.
Capítulos
- Prólogo
A Primeira Mentira
- Parte I
O Jardim e a Corrida
- Parte II
O Que o Pai Perguntou
- Parte III
A Sala e a Pergunta Sobre a Rute
- Parte IV
O Que a Mentira Prometeu
- Parte V
A Primeira Mentira
- Parte VI
O Que Aconteceu Depois do Jardim
- Parte VII
Por Que Podemos Falar a Verdade
- Parte VIII
Jesus, a Verdade
- Parte IX
Paulo e David
- Parte X
Rute e o Cocô
- Epílogo
O Que Henrique Disse Antes de Dormir
